26.07.11
Na belíssima manhã de terça-feira, eu acordo com uma ligação errada no telefone do apartamento: uma mulher perguntando se aqui era alguma coisa do governo e eu tentando explicar a ela que não era com o meu espanhol (hahahaha xD)
De manhã eu me senti uma dona de casa. Arrumei minhas malas, varri o apartamento e lavei minha roupa. Já tô ficando grandinha =) Ai a minha mãe liga toda preocupada dizendo que tinha morrido gente aqui em Buenos Aires porque teve tormentas e chuva de granizo em alguns bairros. Detalhe que a notícia teve que ir pro Brasil e voltar pra eu tomar conhecimento. Isso é que é uma jornalista de respeito. Mas depois dessa, olho o site do La Nación todos os dias de manhã cedinho (hehehehe xD)
Quando a Amanda voltou da aula dela, a gente foi correndo para a rodoviária pegar o ônibus para La Plata. Chegamos lá por volta das três da tarde. Primeira impressão: cidade fantasma. No começo foi muito assustador, porque simplesmente não tinha ninguém nas ruas. O comércio estava fechado. Parecia um domingo feriado de tão deserto.
Mas passado o primeiro susto, comecei a reparar na cidade que será a minha moradia nos próximos cinco meses. Não existem muitos prédios, mas achei isso o encanto da cidade. E os prédios que existem são baixos. Para quem não sabe, La Plata é uma cidade planejada. Ela é no formato de um quadrado, as ruas formam 90° certinhos e duas grandes diagonais cortam a cidade formando um “X”. É mais ou menos assim, quem se interessar, pode olhar no google :)
E outro detalhe de La Plata é que os nomes das ruas são números e eles seguem a ordem bem bonitinha. Isso pode ser bom e pode ser ruim. A vantagem é que é praticamente impossível se perder lá dentro. Mas a desvantagem é que você sempre sabe o quanto distante você está do local que deseja chegar. Olhando no Google Maps depois, descobri que andei uns 7km por lá.
Essa primeira visita a La Plata foi mais para fazer o reconhecimento do território. Nós fomos no Hostel onde nos hospedaremos por tempo indeterminado e depois fomos até a nossa querida UNLP (Universidad Nacional de La Plata). Detalhe que só nesse brincadeira andamos metade da cidade. Juro que voltei sem sentir meus pés.
E foi no caminho até a universidade que bateu o desespero. Porque a cada quarteirão, a gente tinha mais certeza que a cidade é deserta. Por mais que a gente procurasse, só de vez em quando aparecia alguém passeando com seu cachorro grande (sim, acho que La Plata é a cidade dos cachorros enormes, porque era só o que se via pelas ruas). A maioria das casas são muito lindas. Deu vontade de morar em muitas delas.
Depois de muito andar, encontramos a sede da UNLP. Vocês já ouviram falar no fim do mundo?! Pois imaginem o fim do mundo do fim do mundo... é lá que fica a sede da UNLP. O prédio é tão longe, que eu acho que não tem nem ônibus que chegue até lá. E para a nossa surpresa, o prédio da Facultad de Periodismo está em construção (pelo menos é o que estava escrito na plaquinha lá em frente). Tinha um prédio lá do lado, talvez seja ele, vai saber né?! A gente só vai descobrir agora quando começarem as aulas.
E um detalhe muito importante que eu não poderia deixar de comentar. Quando a gente estava indo para a sede da UNLP, passando pela Avenida 1, começamos a ouvir uma música super brasileira: é no pagode.. lererere... é no pagode.. .lerererere...
Eu ri demais com essa viu. E detalhe que tinha um pessoal lá dançando e dava pra ver pela janela. Adoro argentino aprendendo a dançar pagode ;P
Enfim, depois de caminhar metade da cidade, tinha começado a escurecer e nós decidimos que era hora de voltar. Pegamos o ônibus às seis e meia e se você pensa que o nosso dia acabou, está muito enganado. Chegamos em Buenos Aires por volta das sete e meia da noite. O ônibus veio por Puerto Madero e nós pegamos um engarrafamento que não tinha fim. Ficar parado vinte minutos no mesmo lugar, sem andar nem meio centímetro foi tenso.
Passamos duas horas numa avenida de 1,5Km. Até que chegamos na Casa Rosada às 21h e decidimos descer e ir andando até o apartamento. E a gente ainda tava morrendo de fome porque não tinha dado tempo almoçar. Por isso paramos no primeiro McDonald’s que encontramos aberto para poder comer alguma coisa.
Chegamos em casa umas 10 da noite, super cansadas e apenas com muita vontade de dormir. Agora sim o dia acabou.