domingo, 31 de julho de 2011

Casa Rosada – de novo!

28.07.11


Mais uma manhã de fazer nada. Eu finalmente comecei a procurar um lugar para morar em La Plata e algumas residências realmente me empolgaram. Morar com outros estudantes pode ser sim muito divertido ;P
À tarde fiquei esperando a Amanda para a gente ir almoçar e quase que ela não chega. Eu já estava desesperada quando ela aparece aqui quase duas da tarde com a amiga dela, a Luciana. Então a gente foi almoçar na Galerías Pacífico.

De lá, fomos dar uma voltinha na Casa Rosada, para tentar entrar, mas descobrimos que ela só abre para a visitação nos fins de semana. Então fomos no Museu do governo argentino. Lá é cheio de ruínas e carros antigos, muito bonito mesmo. É muito interessante para quem gosta de história. Não deu para conhecer muito bem, mas lá é muito interessante.



Na volta, deixamos a Luciana no hotel que ela tá hospedada e ficamos conversando um pouco. Ela nos deu um alfajor diretamente de Bariloche, que é muito bom.

No fim do dia eu só quis descansar mesmo. Os meus pés ainda estavam doendo de ontem!

sábado, 30 de julho de 2011

A primeira vez a gente nunca esquece

 27.07.11


Hoje, pela primeira vez, eu e Amandinha almoçamos em casa. Ela preparou um macarrãozinho com molho de tomate. A gente teve direito até a queijo ralado. Uma delícia mesmo. Me senti na novela Coração de Estudante.



Depois de comer, eu ainda tive direito a dormir um pouquinho :) Muito bom!

Ai lá para as quatro da tarde, a gente resolveu sair. A Amanda queria ir no Museu do Malba, mas eu não queria. Acabou que eu decidi ir, mas quando chegamos no meio do caminho, não aguentamos, porque o Malba é muito longe. Então ficamos na Floralis Generica, esperando que ela se fechasse (detalhe que depois a amiga da Amanda falou que o sistema hidráulico que faz ela funcionar está quebrado, por isso ela não está fechando) – ainda bem que a gente não esperou muito.



A volta foi simplesmente torturante. Os meus pés doíam tanto, que eu juro que não sei como consegui chegar viva em casa. Quando avistei, lá da esquina, o nosso prédio, foi uma felicidade só. Passei meia hora deitada na cama me recuperando.

Para o jantar, a Amanda ainda fez uns sanduíches de salsicha (Panchos) que ficaram uma delícia. Hoje foi dia de fartura – hahahaha xD

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vamos a La Plata

26.07.11

Na belíssima manhã de terça-feira, eu acordo com uma ligação errada no telefone do apartamento: uma mulher perguntando se aqui era alguma coisa do governo e eu tentando explicar a ela que não era com o meu espanhol (hahahaha xD)

De manhã eu me senti uma dona de casa. Arrumei minhas malas, varri o apartamento e lavei minha roupa. Já tô ficando grandinha =) Ai a minha mãe liga toda preocupada dizendo que tinha morrido gente aqui em Buenos Aires porque teve tormentas e chuva de granizo em alguns bairros. Detalhe que a notícia teve que ir pro Brasil e voltar pra eu tomar conhecimento. Isso é que é uma jornalista de respeito. Mas depois dessa, olho o site do La Nación todos os dias de manhã cedinho (hehehehe xD)

Quando a Amanda voltou da aula dela, a gente foi correndo para a rodoviária pegar o ônibus para La Plata. Chegamos lá por volta das três da tarde. Primeira impressão: cidade fantasma. No começo foi muito assustador, porque simplesmente não tinha ninguém nas ruas. O comércio estava fechado. Parecia um domingo feriado de tão deserto.

Mas passado o primeiro susto, comecei a reparar na cidade que será a minha moradia nos próximos cinco meses. Não existem muitos prédios, mas achei isso o encanto da cidade. E os prédios que existem são baixos. Para quem não sabe, La Plata é uma cidade planejada. Ela é no formato de um quadrado, as ruas formam 90° certinhos e duas grandes diagonais cortam a cidade formando um “X”. É mais ou menos assim, quem se interessar, pode olhar no google :)

E outro detalhe de La Plata é que os nomes das ruas são números e eles seguem a ordem bem bonitinha. Isso pode ser bom e pode ser ruim. A vantagem é que é praticamente impossível se perder lá dentro. Mas a desvantagem é que você sempre sabe o quanto distante você está do local que deseja chegar. Olhando no Google Maps depois, descobri que andei uns 7km por lá.

Essa primeira visita a La Plata foi mais para fazer o reconhecimento do território. Nós fomos no Hostel onde nos hospedaremos por tempo indeterminado e depois fomos até a nossa querida UNLP (Universidad Nacional de La Plata). Detalhe que só nesse brincadeira andamos metade da cidade. Juro que voltei sem sentir meus pés.

E foi no caminho até a universidade que bateu o desespero. Porque a cada quarteirão, a gente tinha mais certeza que a cidade é deserta. Por mais que a gente procurasse, só de vez em quando aparecia alguém passeando com seu cachorro grande (sim, acho que La Plata é a cidade dos cachorros enormes, porque era só o que se via pelas ruas). A maioria das casas são muito lindas. Deu vontade de morar em muitas delas.

Depois de muito andar, encontramos a sede da UNLP. Vocês já ouviram falar no fim do mundo?! Pois imaginem o fim do mundo do fim do mundo... é lá que fica a sede da UNLP. O prédio é tão longe, que eu acho que não tem nem ônibus que chegue até lá. E para a nossa surpresa, o prédio da Facultad de Periodismo está em construção (pelo menos é o que estava escrito na plaquinha lá em frente). Tinha um prédio lá do lado, talvez seja ele, vai saber né?! A gente só vai descobrir agora quando começarem as aulas.

E um detalhe muito importante que eu não poderia deixar de comentar. Quando a gente estava indo para a sede da UNLP, passando pela Avenida 1, começamos a ouvir uma música super brasileira: é no pagode.. lererere... é no pagode.. .lerererere...

Eu ri demais com essa viu. E detalhe que tinha um pessoal lá dançando e dava pra ver pela janela. Adoro argentino aprendendo a dançar pagode ;P

Enfim, depois de caminhar metade da cidade, tinha começado a escurecer e nós decidimos que era hora de voltar. Pegamos o ônibus às seis e meia e se você pensa que o nosso dia acabou, está muito enganado. Chegamos em Buenos Aires por volta das sete e meia da noite. O ônibus veio por Puerto Madero e nós pegamos um engarrafamento que não tinha fim. Ficar parado vinte minutos no mesmo lugar, sem andar nem meio centímetro foi tenso.

Passamos duas horas numa avenida de 1,5Km. Até que chegamos na Casa Rosada às 21h e decidimos descer e ir andando até o apartamento. E a gente ainda tava morrendo de fome porque não tinha dado tempo almoçar. Por isso paramos no primeiro McDonald’s que encontramos aberto para poder comer alguma coisa.

Chegamos em casa umas 10 da noite, super cansadas e apenas com muita vontade de dormir. Agora sim o dia acabou.

O lado não turístico de Buenos Aires

25.07.11


Embora muita gente não conheça, Buenos Aires tem um lado não turístico, um lado que não é apresentado para quem vem de fora, um lado que torna a cidade bem menos atraente. Mas foi quando me deparei com esse lado, que percebi que Buenos Aires é uma cidade como qualquer outra no mundo. Tem suas belezas e, claro, seus problemas.

Pela manhã, eu fiquei no curso da Amanda, esperando a aula dela acabar e foi de verdade um tédio, porque simplesmente não tinha nada para fazer =/

Quando ela saiu, a gente correu pra almoçar e depois seguir para La Plata. E foi no caminho até a rodoviária que eu me deparei com a Buenos Aires não turística. Antes de chegar na estação de ônibus, passamos pelas estações de trem e de metrô. E ao delas existe uma espécie de feira popular. Me senti na feira da Parangaba aos domingos. E não sei se era porque tinha chovido, mas as ruas estavam todas muito sujas, cheias de lama, nada atraente para um turista. Vendo essa cena foi que eu e Amandinha percebemos que não importa aonde vamos, todas as cidades vão ter os seus problemas sociais e as suas dificuldades e, no fundo, todas têm algo muito parecido nas ruas.

Depois de andar feito umas loucas, nós encontramos a tal rodoviária, mas já estava muito tarde, então decidimos não ir mais para La Plata. E na verdade ainda bem que tomamos essa decisão, porque depois ficamos sabendo que teve chuva de granizo lá.

Então aproveitamos o resto do dia para passear pelo Centro mesmo e comprar as nossas queridas botas (que são lindas, por sinal).

No início da noite, eu e Amanda fomos ao Carrefour fazer as nossas comprinhas da casa e quando estávamos voltando, começou uma chuva muito louca, com um vento muito forte. Chegamos em casa totalmente molhadas e detalhe que o Carrefour fica a meio quarteirão daqui.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Corre se não você morre


Os semáforos para pedestres aqui em Buenos Aires são muito loucos mesmo. Ao contrário do que acontece em Fortaleza, que quando o semáforo fica verde para os pedestres, eles podem passar sem morrerem atropelados, em Bs. As. as coisas são bem diferentes.

Quando o semáforo fica verde pro pedestre, não quer dizer que eles possa passar livre e tranquilo, pois os carros da rua ao lado podem dobrar e dar de cara com você no meio do caminho. Até eu descobrir que aqui as coisas funcionavam desse jeito, quase morri umas vinte vezes.

E uma coisa engraçada que notei aqui é que, na maioria das vezes, não saõ os carros que atropelam as pessoas – embora isso seja perfeitamente possível – e sim as pessoas que atropelam os carros. Isso mesmo! Quando o semáforo fica verde para os pedestres, eles invadem a pista e os coitados dos motoristas que tem de ficar esperando a boa vontade deles atravessarem a rua para poderem continuar a sua trajetória.

Cada dia que passa eu me surpreendo mais e mais com a cidade de Buenos Aires.

Os estacionamentos


Mais um detalhe que reparei em Buenos Aires. A cidade tem muitos carros sim, mas uma coisa que eu já tinha dito antes aqui é que a maioria das ruas são muito estreitas, com duas faixas apenas. Só as grandes avenidas que são largas - até demais.

Então, nas ruas mesmo é muito complicado estacionar. E andando pela cidade, descobri que a alternativa que eles acharam foi criar milhões de estacionamentos. Alguns são dentro de grandes galpões, mas tem outros que são subterrâneos. Uma coisa meio esquisita pra quem tá acostumado a ver os carros parados em cima das calçadas de Fortaleza.

Outro detalhe é que os motoristas, quando batem o carro no trânsito ficam muito estressados. Outro dia a gente tava perto do Jardim Zoológico quando um carro bateu na traseira do outro bem na saída do sinal. Foi uma coisa de louco. Esse povo gritava tanto que eu fiquei com medo.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Cidade dos sonhos


24.07.11

Uma manhã de muito sol. Foi assim que a cidade de Buenos Aires amanheceu. Um sol tão lindo que ficamos com calor. Pela primeira vez em uma semana eu consegui sair na rua só com uma blusinha de lã, sem meu casaco enorme.

Como domingo é domingo, eu e a Amandinha nos permitimos dormir até muito mais tarde. Acordei com a Amanda olhando pra minha cara dizendo que já eram quase meio-dia. Tudo bem, faz parte. A gente tava precisando descansar depois de tudo o que passamos essa semana.

Depois de acordar, fomos comer pizza na Galerías Pacífico (que café da manhã hein?!) e de sobremesa eu ainda tive direito a um alfajor da Havanna.

Depois, decidimos ir ver a Flor Floralis, que fica perto do Cementerio de la Recoleta, mas acreditem se quiser, nós chegamos nos parques ali próximos e esquecemos. Ao redor do cemitério existem muitas praças e parques, coisa de cinema mesmo. Tudo lindo! Você fica encantado com as cenas que vê.




As crianças brincando com os cachorros, correndo pela grama. Do outro lado um monte de gente deitado no verde, assistindo um showzinho básico de um daqueles cantores de rua. E ao redor, uma feirinha de artesanato que faz você gastar rios de dinheiro. Enfim, é simplesmente um sonho. Tudo que eu queria era ter um lugar assim em Fortaleza para ir no domingo à tarde.

Ainda fomos no Buenos Aires Design, um shopping que existe aqui só sobre arquitetura. É tudo muito lindo. A Amanda ficou louca pra comprar uma sauna que tinha lá.

E lá em cima do shopping, estava o Centro de Imprensa da Copa América. Segundo Antero Neto, o Centro de Imprensa é montado nas cidades sempre que vai acontecer algum evento importante no local. Eu não pude entrar lá (só pessoas credenciadas entram), mas um dia trabalharei em um local igual, certeza!



Voltamos pra casa andando e brigando, porque eu dizia que o caminho era um e a Amanda dizia que era outro, mas no final a gente se entendeu e acabamos chegando vivas em casa.