sábado, 12 de novembro de 2011

Uruguai, primeiro dia: do barco pro ônibus e depois outro ônibus

29.10.11


Viajar foi a palavra que eu posso dizer que resumiu o meu sábado. Saímos de La Plata às oito da manhã e pegamos o ônibus em direção à Buenos Aires. Depois de chegar lá, é correr até o Buquebus pra pegar o barco. E aí foi o meu primeiro choque: o Buquebus tem tipo assim uma estrutura de aeroporto mesmo, coisa louca.

Às onze e meia da manhã, deixamos Buenos Aires rumo à Colonia del Sacramento, onde chegamos à uma e meia da tarde (na verdade a viagem só durou uma hora, mas por causa da diferença de fuso horário, é como se tivesse durado duas).

Chegando em Colonia, começou a luta. Primeiro vamos atrás da rodoviária, que por sorte ficava a meio quarteirão de onde estávamos. Compra passagem pra Punta del Este e ainda sobre tempo pra um almocinho rápido na própria rodoviária.

E o primeiro susto: o preço da comida. Tudo bem que um real vale dez pesos uruguaios, mas você comer duas empanadas e uma garrafa de coca cola por 120 pesos foi, no mínimo, um roubo. Mal sabia eu que isso era só o começo.



Às três da tarde entramos do ônibus com destino à Montevideo, a capital uruguaia. Só deu tempo descer na rodoviária e logo subimos em outro ônibus pra Punta del Este. Na ansiedade de chegar logo, descemos no terminal de ônibus errado. Coisas que só acontecem com a gente. Passamos quase uma hora esperando por outro ônibus e nesse meio tempo conhecemos uma uruguaia que fala um pouco de português. Ela mora bem na fronteira do Brasil com o Uruguai e nos deu altas dicas.

Depois de conseguir pegar o ônibus e finalmente chegar em Punta del Este, às nove da noite, começou a nossa luta em busca do Hostel. O guardinha mandava a gente pra um lado, a senhora simpática mandava pro outro, mas a gente nunca chegava no nosso destino. Até que quase por um milagre, descobrimos que ele estava mais perto do que o que nós imaginávamos. Andamos três quarteirões e lá estava ele.

Nos acomodamos e se você pensa que o dia acabou, lo siento, pois a noite é uma criança. A gente ainda foi no supermercado comprar comida e esse foi o segundo choque. Um pacotinho de queijo ralado era nada mais, nada menos do que 60 pesos uruguaios. Deu vontade de fazer greve de fome quando vi os preços do supermercado, mas faz parte. Ficamos na base do macarrão com molho de tomate e boa sorte.

Quando estávamos cozinhando, deu pra conhecer algumas pessoas do Hostel. Tinham três brasileiros do Rio e uma menina de São Paulo. Tinha uns russos, com quem eu não consegui me comunicar e no meu quarto tinha uma menina que acredito eu ser da Bulgária. Enfim, a única coisa que sei dela é que ela só falava inglês e a nossa comunicação simplesmente não fluía. É horrível você querer falar com alguém e não conseguir. Nunca senti tanta falta da Casa de Cultura Britânica.

Ainda na primeira noite a gente saiu com os brasileiros pra um pub chamado Mody Dick. No começo lá tava muito chato, mas depois até que melhorou. Tanto que a gente ficou lá até as quatro da manhã e eu só voltei porque fui quase arrastada (detalhe que a gente tinha a intenção de voltar cedo porque queríamos acordar cedinho no outro dia pra conhecer a cidade).

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